quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Bauducco aposta em bichinhos de pelúcia

O Bauducco aposta em uma fórmula antiga para sua nova promoção: os bichinhos de pelúcia. Os consumidores que juntarem 5 embalagens de qualquer produto da marca, mais R$ 9,99,poderão levar para casa um bichinho de pelúcia que vira travesseiro.
A ação tem investimento de 20 milhões de reais. A idéia é criar um novo momento de visibilidade para a marca Bauducco durante o período das festas de Natal.
Fonte: M&M

Philips pesquisa saúde do consumidor

O brasileiro se acha saudável, está feliz com sua vida e otimista em relação ao futuro. Este é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos a pedido da Philips para se aproximar do consumidor nas suas três áreas de negócios – iluminação, eletroeletrônicos e, principalmente, saúde.
Apesar da satisfação da maioria (71%), a pesquisa mostrou que:
1/3 dos entrevistados sofre de privação do sono e metade deles sente impacto disso sobre sua saúde mental e física;
46% se consideram acima do peso;
36% se dizem estressados.
A idéia da Philips é investir na linha de produtos Respironics, líder no mercado global de produtos respiratórios e do sono.
A Philips brasileira já é a primeira em diagnóstico por imagem e pretende exportar equipamentos de radiologia de baixo custo, portanto, mais acessíveis à população.
Os produtos da área de saúde da empresa representam 34% do seu faturamento.
Fonte: Brasil Econômico, 25/08

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Propagandas de carro terão que conter frases educativas

O Denatran disponibilizou seis frases para que as agências de publicidade usem nas campanhas a partir de 4 de outubro

Agência Brasil - 9/08/2010 - 16:27

Brasília - A partir do dia 4 de outubro, todas as propagandas de empresas automobilísticas terão de conter mensagens educativas de trânsito. A determinação está na Portaria 470 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que estabelece também as frases a serem veiculadas.

Segundo o diretor do Denatran, Alfredo Peres, as empresas de publicidade e de veículos tinham interesse no cumprimento da regra. “A indústria [automobilística] e as agências publicitárias estavam preocupadas que não houvesse um detalhamento da forma como isso seria feito e ficaram com receio de serem penalizadas por não estarem cumprindo a lei”, disse, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

As determinações do Denatran foram baseadas nas propostas de três instituições: Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Entre elas, estão o tamanho das frases e o tempo em que devem permanecer no ar.

O Denatran disponibilizou seis frases para que as agências de publicidade usem nas campanhas: Respeite a sinalização de trânsito; Faça revisões em seu veículo regularmente; Cinto de segurança salva vidas; No trânsito somos todos pedestres; Capacete é a proteção do motociclista; e Transporte com segurança, use a cadeirinha. As empresas podem usar apenas uma delas em todas as propagandas. Anualmente, o órgão deve publicar entre três e seis novas mensagens.

A Lei 12.006/2009 estabeleceu também as punições para as empresas que descumprirem as determinações. As sanções incluem advertência por escrito, suspensão de qualquer propaganda do produto por até 60 dias, e multa de R$ 1 mil a R$ 5 mil, cobrada do dobro até o quíntuplo, em caso de reincidência. Além dos órgãos que constituem o Sistema Nacional de Trânsito (SNT), o Conar também pode aplicar as multas.

10/08/2010 - Hoje em dia - MG

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fim do jornal: uma profecia que não se cumpriu.

Marili Ribeiro - O Estado de S.Paulo

A morte anunciada dos jornais não deu em nada. Não que tudo tenha voltado a ser como antes. Há mudanças no negócio de se fazer jornal. Mas a catástrofe prevista entrou para o rol das profecias que não se cumprem, na opinião de Ricardo Pedreira, diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais (ANJ).


Os sinais estão por toda a parte. No Brasil, assim como nos países emergentes, a leitura e os títulos disponíveis no mercado crescem. Nos Estados Unidos, um dos maiores mercados do mundo, parou de cair. Na Alemanha e no Japão, seguem sendo um bom investimento. Mas a melhor notícia é que há jovens lendo jornais. E no papel.

Da França vem uma das sinalizações mais otimistas. A Editora La Play Bac, dedicada a um público de 6 e 18 anos, mantém três títulos diários para esse faixa etária com 150 mil assinaturas. O Japão, um dos países mais conectados à internet, detém cinco dos dez maiores jornais em circulação no mundo. Vende cerca de 28 milhões de exemplares impressos todos os dias, que não são lidos apenas por senhores.

No Brasil, menos afetado pela crise econômica, o meio jornal ocupa o segundo lugar na preferência de anunciantes, após a televisão aberta, com participação de 21,4% no bolo publicitário.

A circulação de jornais segue em curva ascendente. Houve aumento de 2% no primeiro semestre de 2010, de acordo com o Instituto Verificador de Circulação (IVC). O crescimento foi puxado pelo Estado. Entre as dez maiores publicações, o jornal obteve o melhor resultado no primeiro semestre deste ano, com alta de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na agência de propaganda Talent, uma pesquisa encomendada para entender o que desperta o interesse de homens de 28 a 35 anos, solteiros, sem filhos e que haviam decidido por comprar um modelo de carro sedan (tido como desejo de tiozinho), revelou que eles cultivam símbolos de maturidade. Entre os hábitos que passam a desenvolver está a leitura de jornais. "Eles apontam que o impresso oferece uma curadoria que lhes dá a segurança de ter as informações que as pessoas com mais experiência têm", explica a responsável pelo estudo, Mari Zampol, diretora de planejamento da agência. "A rede social desse jovem, a dinâmica da busca da informação na web, não necessariamente cumpre esse papel de curadoria das informações."

Intangível. O reconhecimento do valor do jornal impresso e a sua resistência acima dos prognósticos iniciais, na opinião de Pedreira, da ANJ, tornam evidentes que o seu poder é muito maior do que se imaginava. "Trata-se de algo intangível, que fica claro na necessidade dos leitores por contextualização, edição e pela linha editorial. Ouço pessoas falarem dos seus jornais como se fossem um amigo e companheiro diário, com quem gostam de compartilhar o dia", diz Pedreira.

Júlio Ribeiro, presidente do Grupo Talent, insiste que a experiência física proporcionada pelo jornal não é substituível, nem mesmo por um iPad. "Nós vivemos de sensações e folhear o jornal é uma delas", diz Ribeiro. Reconhecido frasista, o publicitário Nizan Guanaes, sócio do Grupo ABC, resume a atual fase de ressurreição do veículo: "Jornal é como uma instituição bancária. O que está em jogo é crédito. O anúncio publicado no jornal ganha credibilidade. E isso não vai acabar."

Os apocalípticos estipularam datas para o fim dos impressos. Há duas semanas, a revista The Economist se redimiu em relação a uma matéria veiculada em 2006, reconhecendo que se precipitou. O negócio tem mais saúde do que tinha avaliado. A revista diz, entretanto, que a sobrevivência de longo prazo não está garantida, já que fortes ajustes foram feitos nos últimos três anos, como, por exemplo, a extinção de 13,5 mil empregos na área só nos EUA.

O professor Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center de Jornalismo e professor da Universidade do Texas, acha mesmo que o jornal impresso vai resistir por muito tempo. "Trata-se de uma ótima interface, portátil, flexível. Algum dia, no entanto, ela poderá se tornar obsoleta. Mas não é pra já", diz.

09/08/2010 - O Estado de S. Paulo - SP

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Poder de consumo da classe D já supera o da B

É a primeira vez que a classe D passa a ser o segundo maior estrato social em termos de consumo.
AGENCIA ESTADO
São Paulo. Pela primeira vez neste ano, a massa de renda das famílias da classe D vai ultrapassar a da classe B, apontam cálculos do instituto de pesquisas Data Popular divulgados nesta segunda-feira. Em 2010, as famílias com ganho mensal entre R$ 511 e R$ 1.530 têm para gastar com produtos e serviços R$ 381,2 bilhões ou 28% da massa total de rendimentos de R$ 1,380 trilhão. Enquanto isso, a classe B vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). A classe B tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200. O maior potencial de compras, no entanto, continua no bolso da classe C: R$ 427,6 bilhões.
"Mas é a primeira vez que a classe D passa a ser o segundo maior estrato social em termos de consumo", afirma o sócio diretor do Data Popular e responsável pelos cálculos, Renato Meirelles. Ele considerou nos cálculos a expectativa de 7% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
De oito categorias de produtos avaliados pelo instituto de pesquisas, em quatro delas o potencial de consumo da classe D supera o da B para este ano. São elas: alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões), vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões), móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões) e remédios (R$ 9,9 bilhões).
Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, os potenciais de consumo das classes D e B são idênticos (R$ 11 bilhões). Os gastos da classe B são maiores que os da D em itens diferenciados: a alimentação fora do lar, lazer, cultura e viagens e despesas com veículo próprio. A dança das cadeiras das classes sociais no ranking do potencial de consumo reflete, segundo Meirelles, as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda. Isto é, o aumento do salário mínimo, os benefícios sociais, como o Bolsa Família, e a geração de empregos formais.

Fonte: America Economia